sábado, 31 de julho de 2010

MULHER INTELIGENTE SE CUIDA

Mulher com cólica ENDOMETRIOSEDentro do útero, há um tecido chamado endométrio que, todo mês, aumenta de tamanho na expectativa de receber um óvulo fecundado. Quando não ocorre a gravidez, ele é eliminado na menstruação. Mas pode tomar um caminho errado e se instalar em vários locais do abdômen. Ele aumenta e diminui de tamanho todo mês, causando muita dor.Apesar de ter sido descrita há mais de dois séculos, trata-se de uma doença feminina típica dos hábitos modernos. Nos últimos 50 anos, a mulher passou a menstruar mais cedo e a entrar na menopausa mais tarde. Além disso, ela adia a maternidade e tem menos filhos. Por causa de todos esses fatores, as mulheres de hoje menstruam mais. O resultado é uma exposição mais longa à ação do hormônio estrógeno, o grande causador da endometriose. Cólicas fortes, diarréia, dificuldade para engravidar e dores na relação sexual: são os principais sintomas
 A ciência ainda não descobriu uma cura,mas a boa notícia é que ela pode ser facilmente controlada. Em alguns casos, a simples interrupção da menstruação pelo uso de pílulas anticoncepcionais é suficiente para fazer a doença regredir. O médico pode ainda optar pela indução de uma menopausa precoce, que interrompe a produção de estrógeno. Para os casos mais graves, há outra alternativa: eliminar totalmente o tecido. Isso pode ser feito por meio de uma cirurgia, semelhante a um exame de videolaparoscopia. Após essa operação, a maioria das mulheres volta a ter uma vida praticamente normal.Cerca de 30% das mulheres que sofrem de endometriose não conseguem engravidar. Isso ocorre porque o tecido que “foge” do útero causa aderência entre os órgãos (eles ficam “colados” uns nos outros) e isso dificulta a fecundação do óvulo. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário